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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Motoristas de aplicativo cobram melhores condições de trabalho em Teresópolis

Entre as reivindicações estão banheiros públicos, locais dentro da lei para embarque e desembarque de passageiros e aumento de vagas para idosos

Isla Gomes

A profissão de motorista de aplicativo é uma das mais comuns no Brasil. De acordo com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), há cerca de um milhão e seiscentos trabalhadores que dirigem ou fazem entregas por meio de apps. Sobretudo, essa uma das profissões que ganhou destaque especial na sociedade atual, principalmente após a pandemia do Covid-19. O Rio de Janeiro é o segundo lugar com maior número de motoristas de aplicativo, ficando atrás apenas de São Paulo. Em Teresópolis, é um segmento que cresce dia após dia. Na tarde desta segunda-feira (29), trabalhadores e trabalhadoras do ramo se reuniram para debater e reivindicar melhorias nas condições de trabalho, entre essas reivindicações estão: ajustes no trânsito da cidade, banheiros públicos e mais segurança.
Anderson Costa, que é motorista de aplicativo e esteve presente na reunião, destaca alguns pontos que foram levantados no debate. “Nós estamos reivindicando melhorias para nossa classe, a principal, é mais atenção. Nós não temos nenhum tipo de representante, não temos ninguém para nos dar uma voz e chegou a um ponto em que a gente se sente perseguido até pela própria prefeitura. Além disso, estamos reivindicamos mais proteção, mais segurança, a nosso ver está faltando muita segurança na cidade. Nesse âmbito da segurança, há boatos de que usuários com contas falsas estão rodando no município como se fossem motoristas, essa falta de segurança é prejudicial para nós e para os passageiros também”, afirma.

Outras demandas
Antônio Vanderley Ramos é teresopolitano e Químico aposentado, que no momento está trabalhando como motorista de aplicativo e salientou quais são os ajustes nas condições de trabalho que deseja. “Fizemos essa reunião para discutirmos diversos assuntos, como: condição das ruas da cidade, opção de trânsito melhor, banheiros públicos, locais dentro da lei para embarque e desembarque de passageiros, aumento das vagas de idosos, estudo técnico dos quebra-molas da cidade”, pontua.

“Nós não temos nenhum tipo de representante, não temos ninguém para nos dar uma voz e chegou a um ponto em que a gente se sente perseguido até pela própria prefeitura”, destaca Anderson Costa. Foto: Isla Gomes/Diário

Mulheres na direção
A oportunidade de trabalhar como motorista por aplicativo ou entregadora de encomendas também caiu no gosto das mulheres do município. Cada vez mais, elas ganham espaço e são protagonistas em profissões que costumavam ser dominadas pelos homens. Uma das motoristas que decidiu utilizar esse modelo de trabalho autônomo como fonte de renda principal é Marta Ribeiro. “Nós estamos reivindicando melhorias para todos nós do ramo, mas, gostaria de ressaltar que estou aqui juntamente com outras mulheres da classe para pedir um WC, ou seja, um banheiro público feminino. Esse problema para o homem é mais fácil de resolver, nós mulheres temos dificuldade de achar um lugar no dia a dia, essa mudança faria toda a diferença para nós. Sobretudo, também quero reivindicar ajustes no quesito de lugares que podemos parar para embarque e desembarque, sem que sejamos multados”, conclui a profissional.

Edição 22/02/2024
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