Luiz Bandeira
Desde que assumiu a concessão dos serviços de abastecimento de água e saneamento em Teresópolis, a empresa Águas da Imperatriz, integrante do Grupo Águas do Brasil, vem executando uma série de obras para ampliar a rede de distribuição de água e implantar o sistema de coleta e transporte de esgoto no município, com o fluxo dos resíduos sendo encaminhado para o local onde será trabalhado para ser devolvido à natureza: um dos principais investimentos é a construção da primeira Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da cidade, localizada na Cascata do Imbuí, que está em fase final de execução e tem previsão de entrar em operação em janeiro de 2027.
A convite da concessionária, jornalistas de veículos de comunicação do município, entre eles O Diário de Teresópolis e a Diário TV, visitaram as novas instalações administrativas da empresa, no bairro Meudon, além da área onde está sendo concluída a ETE. A estrutura, financiada com recursos federais, terá capacidade para tratar até 25 milhões de litros de esgoto por dia, utilizando uma tecnologia que, segundo a empresa, não produz odores durante o processo e permitirá devolver ao Rio Paquequer água tratada, além de gerar subprodutos que poderão ser utilizados pela indústria agrícola. A empresa contabiliza, desde 2024, 10.273 metros de extensão de rede implantada, com recomposição de pavimento, além de 3.362 novas ligações nos bairros do município. Houve ainda a substituição de 13.251 metros de redes.

Centro de controle monitora toda a operação
Durante a visita, o superintendente da Águas da Imperatriz, Thiago Sá Freire, apresentou o Centro de Controle Operacional, responsável pelo monitoramento em tempo real de todo o sistema de abastecimento de água do município. Segundo ele, a estrutura permite acompanhar indicadores como pressão da rede, níveis dos reservatórios, funcionamento de bombas e medições de vazão, garantindo maior eficiência na distribuição de água. O centro também monitora a localização dos veículos da concessionária, permitindo respostas mais rápidas em situações emergenciais. São monitorados, em tempo real, 65 pontos críticos, 32 reservatórios, 20 macromedidores e 52 boosters e elevatórias. “Conseguimos controlar 100% do nosso sistema daqui. Também acompanhamos condições climáticas, ordens de serviço e eventuais reclamações para direcionar as equipes de forma mais rápida e eficiente”, explicou Thiago.

ETE promete recuperação ambiental do Rio Paquequer
Já na área da futura estação, o gerente de operações da concessionária, Neylton Maluf, destacou a importância ambiental do empreendimento, considerado um marco para o município. De acordo com Maluf, a unidade terá capacidade para tratar aproximadamente 25 milhões de litros de esgoto por dia, contribuindo diretamente para a recuperação do Rio Paquequer e de seus afluentes. Atualmente, grande parte do esgoto gerado na cidade ainda é lançada sem tratamento nos cursos d’água. “A gente vai trazer vida novamente para esse ecossistema tão importante que corta a cidade de Teresópolis. Todos os afluentes do Paquequer serão beneficiados com esse processo de recuperação ambiental”, afirmou.

Localização estratégica
Questionado sobre a escolha da Cascata do Imbuí para a implantação da estação, o gerente explicou que a localização foi definida por critérios técnicos e geográficos. Segundo ele, a rede coletora está sendo implantada desde a região do Soberbo até a área da estação, permitindo que o esgoto produzido ao longo da bacia seja conduzido por gravidade até o ponto de tratamento. “A estação foi instalada no ponto final da bacia para absorver o maior volume possível de esgoto. Isso não interfere na qualidade do tratamento, mas otimiza todo o sistema de coleta e transporte”, ressaltou.

Expansão do sistema
Embora seja a primeira ETE de Teresópolis, a unidade da Cascata do Imbuí não será a única prevista no sistema de saneamento municipal. Segundo a concessionária, novas estações deverão ser implantadas nos próximos anos para atender às metas estabelecidas pelo marco regulatório do saneamento e pelo contrato de concessão. Com a conclusão da obra e a ampliação gradual da rede coletora, a expectativa é que o município avance significativamente nos índices de tratamento de esgoto, reduzindo a poluição dos rios e promovendo melhorias ambientais e de saúde pública para a população.







