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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Trânsito: Teresópolis ganhou mais 1.583 veículos em sete meses

Números do Detran indicam que município já tem 107.636 emplacamentos registrados

Marcello Medeiros

Em maio passado, O Diário mostrou dados do setor de estatística do Detran.RJ, números que mostram que, caso não sejam realizados o mais breve possível estudos com o objetivo de melhorar a fluidez no trânsito, e ainda incentivar outros meios de transporte, não vai demorar muito para  que grande parcela da população teresopolitana tenha seu próprio veículo – porém sem ter como utiliza-lo. Na ocasião, nossa reportagem destacou que o cadastro do órgão mostra que, entre abril de 2011 e abril de 2021, o número de veículos registrados em Teresópolis passou de 68.597 para 106.455, portanto um acréscimo de 37.858 novos registros no Departamento Estadual de Trânsito. E só não chegamos bem perto dos 40 mil na última década devido à crise econômica gerada pela pandemia da Covid-19. Porém, mesmo com a redução do crescimento, somente nos sete primeiros meses de 2021 o nosso município registrou 1.573 novos emplacamentos. Encerrando o mês de julho, o número total de registros era de 107.636 veículos de modelos diversos em nossa frota.
Até o fim do mês que acaba de fechar, eram 66.565 veículos, 20.784 motocicletas, 2.808 caminhões e 282 ônibus, além de diversos outros modelos. Ainda segundo o levantamento estatístico, entre 2019 e 2020, o número de novos emplacamentos no município foi de 3.306, enquanto entre 2020 e 2021, alcançou o teto de 1.541 – isso analisando os dados até abril. Apesar do grande volume de autos em circulação, que em alguns momentos deixa o trânsito lento ou quase parado em alguns trechos, dos três grandes da Região Serrana, ainda somos o município com menor número de emplacamentos totalizados no Detran.RJ. Em Nova Friburgo, que tem população parecida, são 134.906. Já Petrópolis, que ultrapassa os 300 mil habitantes, até o momento são 182.187 registros no órgão.

Mais carros de aplicativo
Desde 2018 a Secretaria Municipal de Segurança Pública vem cadastrando os profissionais que trabalham com transporte individual remunerado de passageiros, conferido por operadoras de tecnologia de transporte. "É mais uma ação educativa para garantir a regularidade da atividade e também a segurança dos passageiros transportados. Os motoristas de veículos por aplicativo são orientados a se cadastrar na Divisão de Trânsito e Concessões da Guarda Civil Municipal. Já os condutores de carros com placas de outros municípios são notificados e orientados a não realizar transporte irregular no município", esclarece o secretário de Segurança Pública, Marcos Antonio da Luz. “A maioria dos veículos que circula na cidade são cadastrados, e isso é importante porque o passageiro tem acesso a um carro legalizado, mais seguro. Temos todas informações sobre a pessoa, o que pode ajudar o passageiro caso ocorra alguma situação durante a viagem”, completa a Inspetora Félix, da GCM, que participou da última operação realizada pela PMT. Ainda segundo a corporação, atualmente Teresópolis tem cadastrados 660 motoristas de aplicativo, que trabalham através de empresas como Uber, Cabifiy e Trip a Trip.

As ruas são as mesmas…
Com cada vez mais veículos em circulação, a tendência é o trânsito “travar” caso algo não seja pensado em breve. Afinal, as ruas são as mesmas de décadas atrás e Teresópolis não tem espaço físico para criação de outras grandes vias, como ocorre em cidades como o Rio de Janeiro, por exemplo. Porém, é preciso buscar e incentivar rotas alternativas, investir em pessoal para melhor coordenar o fluxo (há anos não é realizado concurso para a GCM, por exemplo) e trabalhar também outras modalidades de transporte além do individual em automóveis.

Falta de investimento
Um bom caminho seria incentivar a utilização de bicicletas, colaborando com a redução do número de autos em circulação, com o meio ambiente e a saúde do teresopolitano. Hoje, porém, a cidade conta apenas com uma ciclofaixa, que se estende ao longo das Avenidas Feliciano Sodré e Lúcio Meira, e a dificuldade de acesso mesmo para os ciclistas ao longo de todas as outras vias, além do frequente desrespeito com quem segue em duas rodas por parte dos motoristas, faz com que muita gente não tenha confiança em sair pedalando por aí.

 

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Edição 04/05/2024
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