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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Turismo solidário estimula a geração de renda e movimenta Teresópolis

Movimento tem propósito de contribuir para o desenvolvimento social e a integração entre turistas e a comunidade local

Nina Benedito
@ninabenedito

O turismo solidário é um conceito relativamente novo, não se trata de um segmento turístico como o cervejeiro ou o turismo hoteleiro, por exemplo. O turismo solidário é uma filosofia que pode estar presente em todos os segmentos do turismo, desde os hotéis a pessoas envolvidas em outras áreas do setor, quando trabalham em benefício da comunidade do entorno e não somente da empresa ou do empreendedor – que assim podem contribuir para a sustentabilidade turística de um destino e o desenvolvimento de um território. Em entrevista ao “Programa da Nina” na Diário TV, Taiane Brito, Turismóloga e Presidente da Rede Brasilidade Solidária, falou sobre essa filosofia e as ações efetivas da associação. “A Rede Brasilidade Solidária e o turismo solidário tem tudo a ver, porque não existiria essa rede se não fosse o projeto de doutorado do Professor Rafael Fortunato. Ele foi o primeiro acadêmico a falar sobre o turismo solidário no Brasil e no mundo. Hoje, países da Europa já conhecem esse conceito também”, explica Taiane.  “A Rede nasce desse projeto que vem da academia, tem uma metodologia que funciona , é você tornar como protagonista dessa atividade, a comunidade, e transformar a realidade delas, por meio do turismo também. A RBS trabalha com esse conceito, e em várias partes do Brasil”, completa.
Em Teresópolis a feira envolvendo o tema ocorre todo segundo sábado do mês, onde expositores locais se reúnem com seus trabalhos manuais, dentro de um espaço privado, atualmente no Esquina Food Park e agora também no Villa 85, outro food parque bastante badalado na cidade. “Essa é uma das primeiras ações que tiveram um alcance maior, e a gente entende que nós precisamos cumprir o que o nosso estatuto diz, transformar a realidade das pessoas. A ideia sempre foi de colocar nesse espaço produtores da nossa cidade, bem como da Região Serrana, dar protagonismo para as pessoas do nosso território, valorizando o artesanato e a gastronomia local”, enfatiza Taiane. “Nosso estatuto também visa a valorização do artesanato, porque nós entendemos que essa atividade está de mãos dadas com a sustentabilidade, e uma das nossas bases é a questão ambiental, então, temos que promover ações práticas para fazer essas coisas acontecerem de verdade”.
Hoje a Feira conta com 80 expositores locais, pessoas que trabalham em formato de rodízio para que todos tenham a oportunidade de participar apresentando seus trabalhos e garantindo uma renda extra.

Necessidade de mais espaços
Com oitenta expositores em sistema de rodízio, apesar do Esquina Food Park ser um espaço amplo e coberto e do Villa 85 recentemente ter abraçado o projeto para complementar essa divisão, ainda falta espaço para contemplar todos. “A gente quer acelerar esse rodízio. Queremos dar protagonismo para o maior número de pessoas possível e acontece que um artesão as vezes leva um mês para participar de outro evento, então, se tiver outros espaços para que a gente possa levar essa feira, mais pessoas serão atendidas, mais pessoas terão a realidade transformada e vão garantir sua fonte de renda também”, explica.

Atividade turística precisa de oferta
Segundo Taiane, para fazer a atividade turística o destino precisa de oferta para se tornar mais competitivo em relação a outras localidades e a Feira da RBS é um grande atrativo. “Nós estamos em um lugar privado, mas que tem vários atrativos, um bar, um restaurante funcionando, então a pessoa não irá só ver um artesanato, ela pode sentar, comer, beber, bater um papo”, comenta. 

Sobre o Espaço Inovar
A Feira conta também com o espaço Inovar, que são rodas de conversa onde são abordados temas propostos de forma descontraída, onde todos têm a oportunidade de compartilhar saberes e vivência. Segundo Taiane, o espaço está aberto para empresas que queiram utilizá-lo para fazer “network” ou para abordar algum tema específico. “Na última feira a empresa solidária Somosnozis utilizou o espaço de uma forma brilhante, recebemos a professora Marcela Padilha e a Flávia Baddini que conversaram sobre o tema Mulher, foi um momento maravilhoso”, diz.

O Poder Público
“A Rede Brasilidade Solidária é uma associação sem fins lucrativos, nós temos uma relação amistosa com o Poder Público, mas nós não recebemos nenhum apoio deles e também nós não somos um partido político, fazemos uma política coletiva, de desenvolvimento territorial, é isso que todos nós acreditamos, algo que seja bom para todos”, enfatiza.

Atividades turísticas
Junto com a Feira, a RBS promove algumas atividades turísticas, ações que garantem ainda mais interesse entre os visitantes e turistas. “Teresópolis não é só a cidade do Dedo de Deus, muitas pessoas passam por aqui, tiram foto e vão embora. A cidade tem uma potencialidade incrível e o nosso objetivo é mostrar uma Teresópolis que muita gente desconhece, através de caminhadas e outros roteiros, e de levar o desenvolvimento econômico que o turismo pode oferecer para outras localidades também”, enfatiza.
A RBS oferece caminhadas alternativas que passam pelos bairros Agriões, Quebra Frascos e Corta Vento que garantem paisagens lindas e contato direto com a natureza. O turista que gosta de caminhar, se sentirá muito bem contemplado com esse passeio. A Rede ainda irá lançar outro tipo de passeio em parceria com o Guia de Turismo e Historiador, Artur Esteves, o Tour Cultural a Pé pela Várzea e outro pelo bairro do Alto com outro olhar sobre a cidade.

Sentimento de pertencimento
Segundo a presidente da Rede, o turismo tem a função de trazer o sentimento de pertencimento, porque se passa a ter um olhar diferente sobre aquele patrimônio que está ao nosso lado todos os dias e não damos o devido valor. Fica o convite para o teresopoliutano ou para o morador da cidade a conhecer Teresópolis. A sede da Rede Brasilidade Solidária fica na Rua Coronel Antônio Santiago, 80, em Agriões, dentro do Esquina Food Park. No Instagram: @redebrasilidadesolidaria

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Edição 27/02/2024
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