Uma proposta para fortalecer o amor, o turismo e a economia.
Há cinco anos lancei uma provocação que continua atual: e se o Dia dos Namorados deixasse de ser comemorado em uma data fixa e passasse a acontecer sempre no segundo sábado do mês de junho?
Na época, a ideia surgiu após observar o impacto extremamente positivo que a data gerava quando coincidia com um final de semana. O comércio vendia mais, os restaurantes lotavam, hotéis e pousadas registravam maior ocupação e os casais tinham mais tempo para celebrar.
Passados alguns anos, continuo acreditando que essa é uma reflexão que merece ser debatida.
Pouca gente sabe que o Dia dos Namorados, no Brasil, não nasceu de uma tradição centenária. A data foi criada em 1949 por uma campanha publicitária com o objetivo de movimentar as vendas em um período tradicionalmente mais fraco para o comércio. A escolha do dia 12 de junho ocorreu por ser véspera do Dia de Santo Antônio, conhecido popularmente como o santo casamenteiro.
Ou seja, desde sua origem, a data possui uma forte ligação com o estímulo à economia e ao consumo.
Se esse foi o propósito inicial, por que não adaptá-la aos hábitos atuais dos brasileiros?
Quando o Dia dos Namorados cai em uma terça ou quarta-feira, por exemplo, muitos casais precisam conciliar a comemoração com trabalho, estudos, trânsito e compromissos do dia seguinte. O resultado é que a celebração acaba sendo limitada a um jantar rápido ou à simples troca de presentes.
Já quando ocorre próximo ao final de semana, tudo muda.
Os casais podem viajar, hospedar-se em hotéis e pousadas, conhecer novos destinos, participar de eventos, fazer passeios, frequentar restaurantes, aproveitar atrações culturais e criar experiências mais completas e memoráveis.
Na prática, deixaria de ser apenas o “Dia dos Namorados” para se transformar no “Final de Semana dos Namorados”.
Os benefícios seriam amplos:
. Mais tempo de convivência para os casais
. Fortalecimento do turismo regional
. Aumento da ocupação em Hotéis, Pousadas e Meios de hospedagem
. Maior movimento em bares, restaurantes e cafeterias
. Incremento nas vendas do comércio
. Geração de empregos temporários e renda
. Promoção de eventos culturais e gastronômicos
. Estímulo à economia local em centenas de cidades brasileiras
A ideia não seria inédita. Datas importantes já seguem uma lógica semelhante. O Dia das Mães é comemorado no segundo domingo de maio e o Dia dos Pais no segundo domingo de agosto. Ninguém estranha esse modelo. Pelo contrário, ele ajuda famílias e empresas a se planejarem melhor.
Por que não fazer o mesmo com o Dia dos Namorados?
Naturalmente, mudar tradições exige tempo e debate. Não se trata de apagar a história da data, mas de refletir se ela pode evoluir para atender melhor à realidade atual, beneficiando milhões de casais e diversos setores da economia.
Para cidades turísticas, especialmente aquelas com forte vocação para o turismo de lazer e romance, a mudança poderia representar uma excelente oportunidade de fortalecimento da economia local. Hotéis, Pousadas, Restaurantes, Cafeterias, Agências de turismo, Atrativos e o Comércio em geral teriam condições de planejar ações mais robustas, transformando a data em uma verdadeira celebração de experiências.
Talvez a proposta seja viável. Talvez não.
Mas acredito que toda boa ideia merece ser discutida.
E é justamente por isso que deixo aqui esta provocação.
Você concorda com a mudança?
Acredita que o Dia dos Namorados deveria ser comemorado sempre no segundo sábado de junho?
Quais seriam as vantagens, desvantagens ou impactos dessa alteração?
Deixe seu comentário. Concordâncias, críticas, sugestões e opiniões diferentes são muito bem-vindas.
Quem sabe uma simples reflexão não possa, no futuro, transformar-se em uma nova tradição?
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Até o próximo check-in de boas ideias.
Gilberto Luiz Braga
Consultor em Hospitalidade, Turismo e Serviços
Especialista em Estratégias Operacionais.
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